A melhor base para tomar decisões e mensurar os resultados do seu site é a análise relatórios. E para isso nós podemos contar com o Google Analytics, uma ferramenta bem completa de informações de páginas, sejam elas de sites, blogs, e-commerces e outros. Além disso, o Analytics é gratuito e você só precisa saber como realizar algumas configurações na ferramenta que garantirão que os dados entregues sejam mais ricos e detalhados.

Foi pensando na importância de ter o Google Analytics instalado nas páginas do seu site que criamos esse vídeo, explicando o que é importante configurar e como fazer. E o mais legal: você escolhe como quer ficar por dentro deste assunto, que pode ser clicando no play e assistindo ao vídeo ou rolando a página para baixo e lendo a transcrição de tudo o que foi falado! 🙂


Opa, tudo bonzinho? Hoje vamos falar sobre Google Analytics. A gente vai dar algumas dicas sobre como instalar e configurar essa ferramenta tão importante e completa para conseguir informação. Só que para tirar 100% de proveito do Analytics é preciso conhecer algumas técnicas. Por isso, nós vamos dar algumas dicas para usar na hora da configuração dessa ferramenta. Acompanhe!

1 – Como implementar o script do Analytics

E para começar as dicas, a primeira delas é como implementar o script do Google Analytics, que é uma parte importante do processo. Isso é o que vai determinar quais informações serão coletadas, em que momento e de quais páginas.

Quando a gente fala da “instalação do Google Analytics” queremos dizer que é preciso pegar o script que foi gerado na ferramenta quando a conta foi criada. Este script deve ser instalado em todas as páginas do site, seja na home, numa página de categoria e outras. Por exemplo, em um e-commerce ele precisa ser instalado nas páginas de produtos. Mas se o caso for um blog, então seria nas páginas de artigos, notícias, enfim.

Todas as páginas públicas, onde o seu visitante vai passar dentro do site, precisa do script. É um erro comum pessoas que instalam o script do Analytics só na página inicial do site. Assim, acabam deixando de colher mais informações.

Uma coisa que também é importante se atentar é na atualização do script, porque às vezes o Google Analytics faz alterações que acabam mudando uma linha ou outra do script —ou até tudo — e a gente precisa ficar antenado porque no momento que esse script está desatualizado, até mesmo descontinuado, você não está coletando dados.

Uma recomendação que eu gosto de dar é o uso do Google Tag Manager, que é um gerenciador de tags. Nessa ferramenta a gente consegue criar não só tags do Google Analytics mas também do Google Adwords, além de eliminar boa parte desse problema de ficar com script desatualizado, porque a coleta de dados vai ser através do script do Tag Manager.

Com o Tag Manager nós também ficamos mais independentes do programador. Não precisa dele cada vez que tem que atualizar uma tag, cada vez que tem que inserir uma informação nova ou fazer um teste. Você consegue aplicar tudo aquilo que quiser em suas páginas: testar, colocar um script, tirar, enfim.

E falando de alterar coisas dentro do site, às vezes fica um pouco difícil olhar o código fonte e saber se tem um script dentro de uma página ou não. Tem muita gente não entende de HTML e não vai conseguir identificar se uma tag inserida ali, se ela está com erro ou não. Para isso, tem uma dica muito legal que é o Tag Assistant.

O Tag Assistant é um plugin, ou uma extensão do Google Chrome, que facilita muito a vida na hora de “debugar” ou fazer testes. É possível navegar pelo site, ativar o plugin e ver quais são as tags que têm em cada página.

Além de identificar as tags, dá para saber se elas estão funcionando corretamente, se estão no lugar certo como é recomendado pelo Google e realizar testes. E se tiver o Tag Manager já faz uma modificação na hora, depois testa com o Tag Assistant.

2 – Como integrar Google AdWords* e Google Webmaster Tools*

Depois de fazer essa instalação de script e garantir que ele está funcionando direitinho, é legal integrar o Google Analytics à duas outras ferramentas: o Google AdWords e o Google Webmaster Tools.

Quando há essa integração com o Google AdWords, o Analytics fornece informações muito importantes a respeito das campanhas de links patrocinados. Então dá para saber, por exemplo, se o visitante veio de uma campanha X, de uma determinada palavra-chave ou grupo de anúncios. Isso vai me dar informações muito ricas para administrar suas campanhas.

Da mesma forma, se o usuário do Google Analytics tiver acesso a conta de Webmaster Tools é possível fazer esse vínculo e levar as informações do Webmaster para dentro do Analytics, o que pode ser muito legal na hora de fazer relatório.

Uma outra coisa bacana de integrar essas duas ferramentas é que aquelas informações de consultas do Webmaster Tools tem um histórico muito pequeno. Já no Google Analytics esse histórico é muito maior, então quando você fizer uma análise ou um relatório para o cliente é bastante importante observar essa evolução ao longo do tempo e o Analytics vai facilitar isso. Do contrário, teria que pegar todas as informações do Webmaster Tools e ir documentando elas ao longo dos meses, já no Analytics você cria essa independência.

Para quem ainda lamenta os “not provide” das palavras-chave, que aparece desde o início de 2014, com a integração no webmaster tools você consegue, novamente, as informações de palavras-chave dentro do Analytics. Não vai ser aquela informação de “para qual página foi”, enfim, mas vai ter uma listagem para dar uma ideia de quais palavras-chave estão trazendo maior tráfego e com certeza isso já ajuda bastante.

*O Google Webmaster Tools agora é o Google Search Console. Além disso, no momento estamos passando por uma mudança do Google AdWords para o Google Ads, que você pode entender melhor no post tudo sobre o Google Ads e novidades na publicidade do Google.

3 – Como usar Tags UTM e URL Builder

Tem outra coisa importante no Google Analytics para identificar origem de tráfego que são as tags de UTMUTM Source — e a gente consegue gerará-las através de uma ferramenta do Google chamada URL Builder. Às vezes quando vamos fazer uma campanha de e-mail marketing, campanha em redes sociais e outras, é necessário reconhecer a origem do tráfego.

Então, se a campanha trouxe visita do Facebook, por exemplo, todas as visitas aparecem lá no Analytics como vindas do Facebook, logicamente.

Só que podem acontecer exceções, como as pessoas que navegam dentro de um aplicativo de celular. Nesse caso, se elas estão no app e clicam para acessar seu site, o Analytics identifica isso como tráfego direto.

Isso é um pouco ruim porque algumas informações nesse caminho acabam se perdendo. Mas, com o URL Builder nas campanhas, uma informação vai junto na URL e é ela que vai passar a mensagem para o Analytics informando qual é a real origem. Então você pode configurar a origem como quiser. Essas informações vão ser transportadas para dentro do Google Analytics. Isso é muito importante para minimizar a perda que acontece, naturalmente, das origens.

4 – Como usar “eventos”

Além de todas as informações nativas do Google Analytics — que são visitas, tempo de visita, taxa de rejeição e outras — é possível medir mais coisas, como os eventos. Os eventos do Google Analytics servem para analisar o comportamento do usuário dentro da sua página. Ou seja, as ações que ele realiza, como clicks em links ou em botões.

E com isso a gente consegue entender muito melhor como o usuário está interagindo e se comportando na nossa página, por isso que esse relatório de evento fica dentro da guia comportamento. E para criar esses eventos é preciso de pequenos scripts que são inseridos dentro do html e vão executar a função de mandar para o relatório qual foi a ação do usuário, em qual página e mais detalhes disso. Então, os eventos acabam por enriquecer muito mais os dados do Google Analytics.

Esse evento pode ser instalado em diversos casos. Por exemplo: uma pessoa clicou pra fazer download de um e-book. E o que é fazer download de um e-book? Isso, normalmente, é uma meta atingida. Quando se cria uma página temos um objetivo com ela, que pode ser a venda de um produto, o preenchimento de um formulário,o download de um e-book ou a leitura de um artigo.

Então todo o site tem algum objetivo e no Analytics a gente chama isso de metas. Então se você criou uma página  e a meta é que alguma pessoa faça o download de um material, é possível colocar um evento dentro desse botão de download e configurá-lo no Google Analytics como uma meta atingida.

Além dos eventos, a gente também pode configurar uma página como uma meta, que seria o caso de um formulário de contato: a pessoa vai lá no seu site, preenche o formulário e quando ela clica em enviar é levada para uma página de agradecimento. Você pode monitorar essa página e dizer para o Analytics que ela é uma meta.

Até mesmo a duração da visita, ou quantas páginas uma pessoa visitou, pode ser configurado como uma meta no Google Analytics. Sempre que uma meta é atingida, um caminho foi traçado até isso acontecer. Exemplo: uma pessoa entrou na na sua home, viu os serviços da sua empresa, clicou para saber mais, leu, se interessou, quis contratar, entrou em um formulário de contato, preencheu o formulário e, daí sim, caiu na meta.

Toda essa trajetória que mostramos no exemplo acima é chamada de funil de conversão. O seu funil também pode estar configurado corretamente no Analytics e assim possibilita entender onde que as pessoas estão abandonando ele. Isso vai ajudar, também, a entender um pouco da usabilidade do site.

5 – Como configurar as metas para e-commerce

Já no caso de um e-commerce, a gente pode e deve medir as metas de uma outra forma: com relatórios de comércio eletrônico. Para coletar informações como “qual o produto que o usuário comprou”, “qual valor ele pagou”, “quanto saiu o frete” e outros, é preciso de mais um script além do normal do Google Analytics. Esse script é um trechinho de código que vai coletar essas informações mais específicas do carrinho de compras e vai levar pra um relatório dentro do Google Analytics, onde você vai conseguir medir dados muito mais ricos.

6 – Como monitorar busca interna

Se o seu site tem um campo de busca interno é muito legal monitorar o que as pessoas estão buscando, por vários motivos: o primeiro deles é para quem trabalha com usabilidade e arquitetura de informação, já que as buscas feitas são um forte sinal do que as pessoas não estão conseguindo encontrar no site.

Para SEO também é legal ver qual é o interesse dos nossos visitantes analisando o que eles estão buscando. Pra começar a monitorar as buscas internas é necessário habilitar um “botãozinho” lá no Google Analytics, na administração, e passar o parâmetro.

Para essa configuração especificamente, o Fábio Pessoa fez um hangout semana passada explicando o passo a passo e tirando todas as dúvidas sobre a configuração da busca interna.

7 – Por último, dicas gerais

Sempre analise, também, os relatórios de dados demográficos e com base em interesses. O que são esses relatórios? Eles fornecem alguns dados relevantes, como: sexo, idade, quais são os interesses dos nossos visitantes, etc.

Só que para o Analytics nos mostrar essas informações é preciso habilitar essa opção lá na administração, na camada de visualização. Depois disso é necessário fazer uma pequena alteração no script de acompanhamento do Analytics, que é inserir uma linha no código que vai possibilitar com que o Analytics capture essas informações e salve isso nos relatórios.

E para encerrar a gente quer te dar uma dica que não é de configuração nem implementação dessa ferramenta, mas sim sobre segurança. No caso de você querer testar as coisas que a gente falou aqui é legal criar uma visualização diferente para fazer esses testes e essas modificações, assim você não corre o risco de perder e nem modificar nenhum dado que já tenha lá no seu perfil principal.

É muito importante sempre deixar uma visualização “crua”, nativa, com as informações originais do Google Analytics. E qualquer atualização, configuração ou teste que for fazer, sempre criar uma view nova.


Essas foram as nossas dicas para você não errar na configuração do seu Google Analytics. E aproveitando que você irá melhorar a sua análise de resultados, então sugiro um artigo que vai ajudar a aumentar o seu alcance: meu site não aparece no Google, o que pode ser? Boa leitura e até o próximo post! 🙂


Gabriela Dias
Gabriela Dias

Estudante de publicidade e propaganda, redatora na Agência Mateada e desenhista nas horas vagas. <3