O link building (conquista de links na internet) é uma técnica de SEO bastante antiga e que, apesar de todas as polêmicas, ainda está muito presente no dia a dia das agências. Os links, tanto internos como externos, são importantes na hora da indexação e também para dar mais autoridade e relevância a uma página, ajudando na estratégia de SEO como um todo.

Quanto maior for a autoridade do site que linka para o seu, mais autoridade a sua página vai receber. É por isso que a maioria dos profissionais de SEO prezam mais pela qualidade do que pela quantidade de links. Mas em tempos de Marketing de Conteúdo, é preciso ir mais além das páginas, pagerank e texto âncora. O conteúdo de qualidade para atrair links naturalmente é o que vem movendo a comunidade de SEO no último ano.

Texto âncora

O texto próximo ao link já é uma boa informação sobre o conteúdo dele para o Google, o texto âncora (texto do link) é ainda mais importante. Apesar de toda a luta do Google e seus algoritmos para combater manipulações e spam, o uso de texto âncora rico em palavra-chave ainda parece ter um peso muito forte no rankeamento. Ultimamente o Google tem recomendado não abusar dessa prática e a nova regra é não exagerar no uso de keywords em links, utilizando uma variação maior de termos.

Um dos casos muito conhecidos é a busca por “clique aqui” no Google, que há um bom tempo vem apresentando a página do Adobe Reader nas primeiras posições, graças a quantidade de links do tipo “clique aqui para baixar o Adobe Reader”. O outro caso famosos é o da busca pela palavra “mentiroso” que até há alguns anos apresentava resultados relacionados ao ex-presidente Lula na primeira página, devido a uma manipulação usando a palavra como texto âncora em diversos links na internet.

A notícia abaixo, no Blog do Estadão, fala sobre o caso. Mais tarde o Google corrigiu essa manipulação e hoje já não apresenta mais os mesmos resultados.

Lula Mentiroso no Google

 

Isso mostra a força do texto âncora em links, mesmo que venha perdendo força com as últimas atualizações do Google. Por isso, deve-se utilizar essa técnica com cautela em suas estratégias de link building.

Google Penguin

Em 2012, com a intensão de combater webspam, o Google lançou seu algoritmo denominado Penguin. A partir de então, as especulações sobre as consequências dessa atualização foram muitas. Sites foram penalizados e a forma de fazer link building teve que começar a se modernizar.

A atenção ao conteúdo de qualidade (e o termo “marketing de conteúdo”) começou a ganhar força. Hoje parece haver um concenso entre os profissionais da área de que as estratégias de Link Building devem ser combinadas com as de Marketing de Conteúdo.  Cadastros em diretórios, links em fóruns e comentários começaram a ser abandonados enquanto formas mais naturais de ganhar links na Internet começaram a surgir (o termo “link bait” é familiar?).

Link Bait

As famosas iscas de links estão sendo lançadas na Web desde que o Google começou a ameaçar punições por Link Building feito de forma errada. As técnicas de Link Bait buscam conquistar links da forma mais natural possível. São criados “ativos likáveis” que atraiam a atenção de donos de sites e blogs que queiram compartilhar e divulgar o conteúdo por ele ser útil e/ou de muito boa qualidade.

Dentre as formas mais conhecidas estão os infográficos, widgets (ver a próxima imagem) e ferramentas. Com conteúdo e propósitos bem definidos as pessoas acabam usando esses ativos linkáveis e gerando links por iniciativa própria.

O exemplo abaixo mostra o widget de previsão do tempo do CPTED. É possível selecionar a cidade, customizar a aparência e gerar um código HTML (contendo o link para a página de previsão do tempo da cidade escolhida) para ser colado em qualquer site.

Widget de Previsão do Tempo

Agora veja a quantidade de links conquistados para a página de previsão do tempo de Porto Alegre. (Relatório da ferramenta Ahrefs)

Relatório da Ferramenta Ahrefs

Ativos linkáveis como esse, quando úteis e bem desenvolvidos podem gerar um ótimo resultado para o link building de um site.

Guest Post

Logo nas primeiras semanas de 2014, Matt Cutts (do Google) postou no seu blog sobre o uso de guest post (ou guest blogging) nesse ano que começa e o que o Google está achando de tudo isso. A notícia caiu como uma bomba na comunidade SEO, mas entre várias discussões, postagens e comentários, Cutts disse que o Google não vai punir quem fizer guest post. Até porque essa pode ser uma boa estratégia de divulgação para um público específico. O que o Google condena é o uso de guest post única e exclusivamente para ganhar um link. Matt Cutts disse que isso é como comprar pagerank.

Apesar de toda a polêmica, o guest post é uma técnica de link building amplamente utilizada. Necessita de um trabalho mais “humanizado”, de contatar pessoas e manter um relacionamento na Web.

Algumas regras básicas para você ter sucesso com guest post:

  • Escrever sobre algum assunto que domina;
  • Preocupar-se em escrever algo útil para outras pessoas;
  • Não publicar o mesmo texto em vários sites diferentes;
  • Não forçar o uso de links dentro do texto.

Técnicas duvidosas de link building

Algumas técnicas antigas de fazer link building já não são mais usadas por profissionais. Os aprimoramentos do Google passaram a combater uma série de manipulações simples e outras formas mais estratégicas foram sendo desenvolvidas. Todo caso, é melhor destacar que não é aconselhável:

  • Criar de perfis em sites/redes apenas para gerar um link para o seu site no perfil;
  • Postar links em fóruns;
  • Comentar em blogs apenas para linkar para a sua página;
  • Utilizar sistemas de troca de links.

Recursos como diretório de artigos e o Yahoo! Respostas também devem ser utilizados com cuidado, avaliando sempre se a ação está de acordo com a estratégia geral de SEO e Marketing Digital.

Ferramentas

Para organizar e facilitar o trabalho dos link builders, existem diversas ferramentas. Algumas que eu uso no dia a dia são:
Google Webmaster Tools: Disponibiliza informações sobre domínios que te linkam, conteúdo do site que possui mais links e até aquele recurso lançado recentemente para rejeitar links (que ainda não está muito claro quanto ao funcionamento e impacto).

Ahrefs: A ferramenta com que eu gerei o relatório sobre a página do CPTED (exemplo citado acima) com resultado do widget de previsão do tempo. Possui muitos recursos, gráficos e informações importantes para quem gerencia a presença de um cliente na Web.

Google: Através do próprio Google, podemos refinar consultas com os operadores de busca. Isso pode facilitar a vida na hora de encontrar potenciais parceiros para guest post, por exemplo. O Denis Andrade escreveu um artigo sobre os principais operadores de busca para SEO aqui no blog.

Para finalizar deixo a melhor dica:

A melhor técnica de link building é produzir conteúdo de qualidade.

Veja também a minha apresentação no slideshare: